...desde que a malta tenha juizinho daqui a 2 ou 3 anos.
Foram
os manifestantes de sábado passado (grande parte pelo menos) que trouxeram a Troika
para Portugal. Ou porque não votaram ou porque votaram nos suspeitos do
costume. Ou seja, o português é radical no café e na rua, mas continua um
cordeirinho nas urnas, votando sempre no grande centro dos nossos problemas. Que me perdoem a imagem, mas o imenso rebanho que se
estendeu prazenteiro pelo país mais não fez que mostrar que continua aí para
ser tosquiado, desde que os deixem balir, de vez em quando, meia dúzia de
palavras de ordem.
As
Troikas (a externa e a interna) sempre contaram com estas cíclicas válvulas de
escape e até as recomendam. Eles sabem que o povo precisa de descarregar
frustrações e palavrões, para depois ficar atilado na altura das eleições.
E
só o povo pode(ria) destruir a (perniciosa) lógica deste ciclo vicioso. Como? Sendo
consequente, obviamente. Quem mais ordena não nos pode condenar à ordem do costume.

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