quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SINDICATO POR UM DIA

João Proença, Secretário-geral da UGT e deputado do Partido Socialista


Afinal, sempre se confirma.

A União Geral dos Trabalhadores (UGT), que há 5 anos a esta parte não tem exercido qualquer actividade sindical, decidiu agora juntar-se à CGTP para a greve geral de 24 de Novembro.

Segundo apurou o Homem das Tabernas, a UGT decidiu reactivar a instituição por um dia, para assim se poderem apresentar como uma verdadeira federação de sindicatos e não uma mera Secretaria de Estado do Governo de Sócrates, como tem acontecido quase sempre.

Acho que fazem muito bem. Pelo menos durante 24 horas vestirão a pele de contestatários a uma política que empobreceu os portugueses e que colocou o país na bancarrota.

Mas no dia seguinte, calculamos, tudo voltará ao normal e João Proença lá continuará a assumir tranquilamente o seu lugar de deputado e a aprovar, com o seu ar bonacheirão, tudo o que o patrão lhe pedir.

5 comentários:

Anónimo disse...

É verdade, fala-se tanto da influencia do PC na CGTP e nunca vi a comunicação social falar nesta dupla vida de deputado amestrado pelo PS e de sindicalista simpático na UGT, que só agora (pressionado por vários sindicatos) se lembrou de ter um pingo de dignidade.

Anónimo disse...

Mas vinda de um comunista assumido, esta observação é de facto tendenciosa.

Jorge Neves disse...

UGT e João Proença quase sempre estiveram ao lado dos Governos,e neste caso em concreto sempre ao lado do PS. Penso para não dizer tenho a certeza que não presta um bom serviçi sindical aos trabalhadores que representa, basta ter assinado o actual código de trabalho que penaliza tudo e todos.

Manuel das Couves disse...

A UGT sempre foi assim.
O Torres Couto, no tempo dele, também era um bom rapaz do socialismo...
Acabou mal.
Em bom rigor, adore-se ou deteste-se, a CGTP é A central sindical por excelência, capaz da mobilização (tal como o PCP) mais tenebrosa para os poderes.
Sócrates, no alto da sua suprema arrogância, deverá detestá-la.
aliás, ele detestará quase tudo, menos a ele próprio e ao seu país de fantasia, aquele que nos descreve nos discursos.

Jorge Neves disse...

A sorte de Sócrates é que sabe escolher muito bem os imcompetentes para os lugares certos para ele e só ele poder reinar.

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