sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DE CRISE EM CRISE ATÉ AO SÉCULO XIX?


Gosto muito de conversar com a Natasha (para quem não conhece, uma das meninas da Taberna) . Aquele aspecto cuidado e abonecado, roçando muitas vezes a superficialidade, esconde uma mulher inteligente e erudita, com quem gosto de trocar ideias que vão para lá “da espuma dos dias” como diria o meu amigo taberneiro António Luís.

Ontem, madrugada dentro, enquanto a Natasha fechava as contas do dia e eu repunha alguns stocks em falta, a rapariga, do nada, sai-se com o seguinte comentário: “Eu acho que as crises são inventadas”.

Com a cabeça dentro do frigorífico, não percebi completamente o que a Natasha disse:
- Diz!?
- Estas crises de que tanto se fala, na televisão, na rádio e nos jornais…é tudo inventado…

Eu pensei naquilo dois ou três segundos e respondi:
- Mas achas que estes cortes salariais, o desemprego, os despedimentos cada vez mais facilitados não são reais? É tudo inventado?

A resposta que a Natasha me deu foi uma autêntica lição de economia, que me deixou de boca aberta e me ficou integralmente gravada na memória, pela lucidez da análise e, sobretudo, pela simplicidade com que me fez ver o seu (agora também meu) ponto de vista:

- Não, Zé. Isso tudo que tu disseste está a acontecer. Só acho é que estas crises, de que nunca saímos (pelo menos aqui em Portugal) são pensadas muito antes de acontecerem e feitas para provocar os efeitos que agora são visíveis em Portugal e um pouco por todo o mundo: despedir com mais facilidade e tirar direitos a quem trabalha. Daqui a pouco tempo, acredita, nos dirão que uma nova crise (em Portugal continuará a ser a mesma) obrigará a tomar mais medidas, como cortar o subsídio de Natal e de Férias para que os patrões, coitados, se possam aguentar. Até chegar o momento em que ter um salário já será um privilégio, como noutros tempos.

Sentados ao balcão, cada um com a sua cerveja na mão, lá estivemos a reflectir e a conversar à volta das condições em que viviam os trabalhadores das fábricas no século XIX, onde os horários de trabalho eram aqueles que o patrão quisesse, em que ter um emprego era uma dádiva divina, sendo que Deus, neste caso, era o benemérito patrão que às vezes fazia o favor de pagar aos trabalhadores.

Estaremos assim tão longe do século XIX?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ÚLTIMA HORA: CAMIÃO CARREGADO DE PLACAS "PLADUR" JUNTO À SEDE DO PS-PENACOVA

O Homem das Tabernas sabe que foi hoje avistado um camião carregado com placas de "pladur" junto da sede do PS-Penacova.
Sem sabermos muito bem porquê, tratámos de colocar em campo os nossos "olheiros e infiltrados" - que os temos, não duvidem um segundo... - para tentar apurar o porquê da coisa.
E o que se passa é o seguinte:
O arrasto que o candidato "oficial" do PS (Manuel Alegre)  levou nas presidenciais ainda está a fazer mossa nos socialistas e também nos de Penacova. Na realidade, os dirigentes locais do PS empenharam-se - ou foram mandados empenhar-se pelo "chefe" - no apoio ao poeta, posando fartamente em locais emblemáticos da vila e com os melhores sorrisos que conseguiram! A coisa prometia e tudo parecia indicar que o PS-Penacova, empenhado até à cúpula no acto, iria manter-se numa votação próxima do resultado do 11 de Outubro de 2009 quando Humberto Oliveira e, vá lá, o PS, venceram as autárquicas.
Bom, a questão é que existe caça às bruxas no Partido Socialista em Penacova e já estão "balcanizadas" as coisas, de tal forma que as placas de "pladur", apurámos, se destinam a dividir a sala de reuniões,  por forma a que as facções possam ser separadas, muito embora a direcção do partido tenha vindo dizer que se destinam a fazer uma pequena copa para umas patuscadas entre militantes e dirigentes e, na sala de reuniões, para guaritar um sistema de "teleponto" para as conferências de imprensa.
Há já quem diga também, que a divisão prepara já o óbvio, isto é, de um lado apoiantes socialistas de Humberto Oliveira e, do outro, apoiantes socialistas de um candidato efectivamente do PS para as próximas autárquicas. 
O facto de se reunirem no mesmo edifício é apenas para manter uma aparência de unidade no partido, métodos com ancestral origem em democratas exemplares como Estaline ou até mesmo Salazar, alicerçados na ignorância do povo e nas subtilezas da propaganda.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ALL NIGHT LONG


Nas incursões nocturnas que por vezes fazemos nos cafés/bares do concelho de Penacova e dos concelhos limítrofes, temo-nos apercebido que alguns estabelecimentos têm jogado o trunfo da música para chamar mais clientela. Alguns até põem os clientes a cantar naquilo que vulgarmente se chama de Karaoke.

Quando discutimos aqui na Taberna a hipótese de chamar a empresa penacovense All Night Long (dedicada precisamente à organização deste tipo de eventos) hesitámos muito, por termos verificado noutros locais que aquilo não é mais do que ouvir meia dúzia de pessoas que se vão revezando a cantar umas musicas pimba portuguesas e estrangeiras. Mas como as “nossas” meninas (Natasha, Alzira e Marlene) se mostraram muito entusiasmadas em ter uma noite de karaoke na taberna (começaram aos saltos à nossa volta quando lhes falámos da ideia), nós lá aceitámos experimentar a coisa, por uma vez que fosse, não sem antes esperarmos que elas continuassem a saltar por uns bons cinco minutos.

E foi assim que neste Domingo à noite tivemos uma sessão de karaoke que, para surpresa nossa, resultou num agradável serão, já que descobrimos que os nossos clientes têm uma preferência musical acima da média.

Os sócios Hugo Carinhas e Artur Duarte (na imagem, com o colaborador Pedro Simões ao centro) confessaram-nos mesmo que foi a única noite (em pouco mais de um ano de actividade da empresa) em que não tiveram que ouvir as músicas do costume: “Por regra -disse-nos Hugo Carinhas – só nos pedem O Pai da Criança (ChaveD'Oiro), Coisinha Sexy (Ruth Marlene), Eu sou Latina (Ana Malhoa) e coisas do género. Aqui na vossa Taberna, felizmente, o nível dos pedidos foi mais alto e ouvimos essencialmente boa música portuguesa, como Deolinda, e alguma estrangeirada dentro de um nível médio, como U2 e Metallica e ainda outras bandas muito acima da média como Franz Ferdinand, Strokes, Artic Monkeys e Editors que nunca nos tinham pedido!”. Artur Duarte, por seu lado, acrescentou: “Eu nunca vi uma coisa assim! Hoje nem foi preciso eu cantar umas músicas para elevar o nível da coisa. Vocês têm aqui um tasco espectacular. Só houve um senão. O nosso colaborador, o Pedro, passou a noite a “galar” as vossas meninas e não fez ponta dum corno. Nem uma coluna acartou, o desgraçado. Também é da maneira que poupámos os €5 que lhe costumamos pagar. Tirando isso, foi uma noite fantástica.”

Talvez uma iniciativa a repetir, digo eu agora, quanto mais não seja para ver a Natasha, a Alzira e a Marlene completamente tresloucadas, a rodopiarem entre mesas, servindo os clientes num indescritível e desconcertante jogo de ancas.

sábado, 29 de janeiro de 2011

PENSAMENTOS DE UM TABERNEIRO NA ABA DO BALCÃO

Sexta-feira à noite. Lá fora um frio de esquimós embrulha a vila de braço dado com o nevoeiro.
Os clientes deixaram a taberna, a Alzira já limpou o chão e as mesas,  trocou de roupa, saiu e entrou no carro rumo à sua casa. A caixa está fechada, o bagaço enrola sonolências no seu canto, enrolado numa velha manta acastanhada, enquanto sonha com os ossos do talho e, no intervalo, com a cadela do Aristides.
A televisão, ainda ligada, revela o mundo na sua agitação. Se as convulsões no Egipto enchem o ecrã e a boca aos especialistas, já por cá a nação voltou a espelhar-se no debate quinzenal com o governo.
Com Sócrates, sempre educado e verdadeiro, a destilar as suas vozearias contra o país que não o entende e às suas glórias, mandando os seus "rapazes" ensinar ao Presidente eleito os efeitos e significados da palavra dignidade, como se o significado da palavra hipocrisia fosse algo que a sua cabeça grisalha ignora com olímpico desprezo.
Pedro Silva Pereira, uma espécie de sósia do Primeiro-Ministro, um "canino" que ladra alto aos transeuntes, diz hoje que espera que Cavaco "esteja à altura das suas responsabilidades", numa tirada absolutamente vergonhosa, dita por um dos mestres ou amestrados deste "regime", parido há seis anos por uma conjugação de "salvadores da pátria", que sobeja de tudo menos do que pede ao Cavaco.
A semana chega ao fim com os habituais exercícios de apoucamento da vitória eleitoral de Cavaco, o "esquecimento" do descalabro de Alegre, servidos por uma comunicação social subserviente e que, seguramente, não gosta da secura cavaquista, porque é infértil em soundbytes, como não era, por exemplo a de Soares, num país que teima em não se libertar do estigma de que o PS é o dono da moral e das virtudes e, seguramente, do país. Os resultados desse virtuosismo estão à vista e nenhuma cosmética os esconderá se o caminho estreito em que se segue afunilar de vez rumo ao abismo.
Por cá, por Penacova, o Presidente da Câmara jura a pés juntos que o palácio da justiça irá para a frente, não sabendo a dimensão da verdade ou inverdade das suas palavras, mas o pobre Dr. Humberto tem de mostrar serviço, seja porque isso é imperativo para a sua sobrevivência política, seja porque o partido que o "testou" e, supostamente, o suporta, o manda dizer o que disse e, pontualmente, outras "coisas", numa espécie de "prova de vida".
Nenhuma ingenuidade consegue desmentir o que se fala entre dentes, em gabinetes fechados, em reuniões onde o interesse do partido e dos "seus", bem como das respectivas vaidades, se confunde num cocktail promiscuo com,  vá lá,  o "interesse dos cidadãos", essa entidade tão vaga e tão difusa, mutável e de tratamento variável.
Desligo a TV, pouso o comando e encaminho-me para a porta, embrenhando-me no frio da noite. 
Atrás de mim seguem invisíveis vozes de desilusão que me afastam - e sempre afastaram - da militância partidária, vozes que falam do pensamento livre, aquele que nenhum imposto jamais taxará, aquele que não se amarra ao que "alguém" determina.
Quando dou por mim, o branco do nevoeiro desfaz-me os balões do pensamento e devolve-me ao silêncio total da noite, onde tudo está quieto e na sua normalidade.
Segue o descanso.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PRESIDENTE DA JUNTA DE SAZES OPERA VERDADEIRA REVOLUÇÃO NA SUA FREGUESIA


Os seguidores mais assíduos deste espaço saberão que Gilberto Simões, foi eleito pela nossa Taberna como o Democrata do Ano do concelho de Penacova no final do ano passado pelas razões que podem confirmar no texto que então escrevemos.

Entusiasmado pelo título alcançado e numa tentativa de se demarcar da inércia, desgoverno e descaramento que vão para os lados do Largo do Terreiro, Gilberto Simões, vai tentar, segundo nos informou fonte bem colocada, uma verdadeira revolução na sua freguesia, dotando os seus eleitores de condições ímpares no concelho.

Mesmo sem saber se lhe vai tocar algum dinheiro dos milhões que os socialistas na Câmara andam a tentar pedir há meses e meses, o engenheiro Gilberto vai lançar já este ano obras em toda a freguesia, bastando para isso que os seus eleitores se dirijam  à sede da Junta para solicitarem o tipo de obra que desejam, para que esta seja logo aprovada a expensas da Freguesia.

Para já, algumas obras arrancaram nas Contenças (como a imagem documenta), mais propriamente na Taberna Aldeia, com a construção de um muro e de um parque estacionamento.

Portanto, cidadãos da Freguesia de Sazes, mexam-se! Aproveitem o dinamismo do vosso Presidente e exijam obra feita!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

JOSÉ MANUEL COELHO EM DIRECTO

 José Manuel Coelho, ao telefone com O Homem das Tabernas

O Homem das Tabernas (HDT) logrou chegar à fala, via telefone, como José Manuel Coelho (JMC), o candidato indígena madeirense que ficou com 4,5% de votos nas presidenciais de domingo.
Optámos por perguntas curtas, esperando o mesmo como resposta.
HDT - O que é que vai fazer com os 190 mil votos que teve?
JMC - Olhe, não vou de certeza fazer como o senhor Alegre. Não ando aí a pedinchar apoios de partidos e compadres. Não me misturo com essa gente que são todos uns corruptos, oportunistas e tachistas!
HDT - Acha que a sua mensagem popular e desprendida recolheu muitas simpatias?
JMC - Oh senhor, eu  não ando aqui para ser simpático. O que me interessa é denunciar este tachismo instalado e estes políticos corruptos e demais lambe-botas que os seguem só para os tachos e as mordomias. O senhor Alberto João, o senhor Sócrates ou o senhor Cavaco, são tudo farinha podre  do mesmo saco, andam todos ao mesmo, querem é carros, secretárias, jantaradas e viagens e o povo a apertar o cinto e a mandar fazer mais furos...
HDT - O que espera do Presidente Cavaco Silva?
JMC - Nada. Nem ele próprio espera nada. O homem já vai com 72 anos e quer é lareira, cobertores e sossego. O senhor Sócrates tem ali uma amigo às suas ordens! Aliás, sei que o senhor Sócrates votou no senhor Cavaco. Eu sei tudo, senhor!
HDT - Bom, já percebemos a sua mensagem, aliás, recebemos um conjunto de 3 cassetes dos seus discursos...Conhece Penacova?
JMC - Conheço muito bem. Fica ali perto de Coimbra, não é? Têm aí uma Lampreia do Minho que é muito boa. E ao que parece, tem dois presidentes de Câmara, o efectivo e um que não o sendo, o é e que quer roubar o lugar ao efectivo daqui a três anos, depois de o ter lançado para perder e se resguardar... Mas o tiro acertou nos seus próprios pés...
Vocês abram os olhos que isso é tudo malta que quer é tacho. Vocês vão continuar pobres e atrasados como sempre foram! Essa gente promete mundos e fundos e no fundo, andam pelos gabinetes a roçar-se nas secretárias, nas de madeira e nas de carne, em almoçaradas e em homenagens que fazem uns aos outros. Não têm vergonha!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ESTALOU A POLÉMICA NA DOÇARIA PENACOVENSE!


Este será, muito provavelmente, o principal assunto de conversa no nosso concelho durante os próximos tempos. Uma notícia que cairá como uma bomba em Penacova, mas sobretudo na Vila de Lorvão.

Quem nos deu a nova foi Miguel Alvarinhas (empregado do Café Turismo, na imagem) que jura a pés juntos que os Pastéis de Lorvão ali vendidos não são efectivamente Pastéis de Lorvão!

Como assim? Perguntei-lhe eu quando o rapaz me saiu com aquela. O Miguel sem rodeios e com um tabuleiro cheiinho dos ditos cujos justificou-se: “Eu bem sei que vou arranjar problemas com o meu patrão e com a malta de Lorvão, mas os pastéis de Lorvão são feitos na Carvoeira, a melhor aldeia do mundo e arredores! Fiquem a saber que sou eu que faço os pastéis na Quelha do Aveleira, onde moro. Há muito tempo que andava para desabafar isto mas desta vez teve que ser e agradeço ao Homem das Tabernas esta oportunidade de repor justiça no mundo da doçaria conventual penacovense. Os pastéis ditos de Lorvão só têm essa designação por que os meus antepassados carvoeirenses caíram na esparrela de dar a receita às gentes de Lorvão que depois ficaram com a fama durante muitos anos. Mas a verdade verdadinha é que sou quem tem a receita verdadeira e é a mim que o meu patrão encomenda os Pastéis da Carvoeira, que é assim que eles se deveriam chamar. Até vos posso dizer que o meu velhinho Lância já transportou milhares e milhares de caixas de Pastéis da Carvoeira aqui para o Turismo.”

Acredite quem quiser, o que é certo é o Miguel estava sóbrio quando nos contou esta versão. E eu, depois de comer um Pastel da Carvoeira, saí a pensar naquilo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ALGEROZ ANALISA ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

O nosso sociólogo, Jorge Algeroz, veio aqui ontem - 2ª feira - para fazer a sua análise às eleições.
Aqui ficam as principais ideias, numa análise curta e grossa, algo invulgar em Algeroz:
"Cavaco ganhou, por muito que custe à esquerda jacobina de Alegre!
Alegre perdeu e no PS tudo bateu palmas - mas baixinho, para disfarçar. O homem regressa às pantufas e aos poemas, em que é quase bom!
Nobre foi como o fiambre, é bom, mas o pessoal compra outras marcas!
Lopes manteve o PCP a respirar. O partido tem mais uns anitos daquele sossego 'natural´!
Coelho é um epifenómeno, só possível na Madeira! Não lhe faltarão cenouras!
Quanto a Defensor de Moura, nem na rua dele votaram no homem. Só apareceu para malhar em Cavaco!
Já agora, tive pena de não ver a cara da família Coimbra, aqui da vila de Penacova, perante o desastre da votação no seu (deles, quer dizer... talvez...) candidato Alegre.
Mas o PS-Penacova ganhou com uns 45 a 50%, isto é, os 25% de Alegre e, vá-lá, uns 20 a 25% dos 58% que Cavaco teve no concelho.
Portanto, os senhores Coimbra e do PS-Penacova devem estar felizes com esta vitória esmagadora."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CNO DE PENACOVA LANÇA CAMPANHA INÉDITA

O Centro Novas Oportunidades (CNO) de Penacova irá lançar brevemente uma campanha agressiva para aumentar o número de inscrições de adultos.

Sob o lema “O futuro está nas tuas mãos”, serão espalhados/afixados por todo o concelho cartazes gigantes, usando a formosura de uma das suas profissionais como chamariz para os adultos do sexo masculino.

Tanto quanto se sabe, esta estratégia nunca foi tentada em nenhum outro CNO do país, o que coloca Penacova na vanguarda da formação de adultos.

O Homem das Tabernas sabe ainda, através de fonte bem colocada, que outras iniciativas estão previstas, como uma arruada lá mais para a Primavera/Verão, em que todas as profissionais do centro percorrerão as principais artérias da Vila de Penacova, trajando apenas uma T-shirt molhada com o logótipo do CNO de Penacova, numa tentativa de mostrar à população as potencialidades do melhor centro de qualificação de adultos do país.

Na altura, obviamente, daremos conta da notícia.


Nota da Taberna: A fotomontagem que ilustrava este texto foi removida a pedido da profissional visada na imagem e a quem pedimos as nossas desculpas, pois nunca foi intenção deste espaço ofender quem quer que fosse. Quisemos sim, ajudar a divulgar um centro de formação tão meritório para o nosso concelho.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O HOMEM DA ESCALADA

Um escalador sobe, confiante, uma vertigem de rocha, rumo a pouso seguro. 
O Homem das Tabernas sabe que a corda que o Senhor Presidente da Câmara usará na sua escalada, é da mesma marca que a da foto...
-
Ao que parece, o Partido Socialista e mais a sua imensa capacidade de realização vai, finalmente, alavancar o turismo em Penacova, justificando, por fim, o voto de confiança que lhe foi dado há ano e meio.
Aproveitando a penedia que grassa por algumas zonas do concelho, sobretudo junto à vila de Penacova, leia-se, "Penedo do Castro", "Penedo da Carvoeira" e a "Livraria do Mondego", tudo começará com uma radical apresentação do programa - "Penacova, terra de pedra, penedos e calhaus! - Vem escalar connosco!"
As criaturas socialistas são inteligentes e já perceberam que a mini-hídrica vai para a frente - não se cospe na sopa que o "chefe" serve à mesa dos seus serventuários - e, portanto, toca a puxar pela caixa dos pirolitos e a ter ideias.
Esta é efectivamente boa, conceda-se. Consta, portanto, do incremento das escaladas, modalidade tão radical e tão procurada hoje em dia.
Por isso, nada como aproveitar os calhaus que a mãe natureza pariu sem regra por esta terra e pô-los a render.
O senhor Presidente da Câmara, Dr. Humberto Oliveira, vai dar o exemplo e uma poule de imprensa já está contratada para a cobertura do evento que correrá, certamente, o mundo dos desportos radicais.
Depois de em 1989 Marcelo Rebelo de Sousa ter mergulhado no Tejo, Humberto Oliveira vai escalar o "Penedo da Carvoeira", numa acção radical que visa publicitar o concelho e a coragem de um político em benefício da sua terra. 
Tudo isto com privilegiadas vistas do Largo do Terreiro.
A corda/cabo para a escalada já está guardada e vai ser solenemente entregue pelo senhor Presidente da Assembleia Municipal de Penacova, Dr. Pedro Artur Coimbra que, da varanda do café Turismo, aplaudirá o arrojo do "atleta".

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PEQUENA FACÇÃO DO PSD/PENACOVA QUER ALICIAR BORRALHO PARA 2013



Pelos vistos, a hipótese Mauro Carpinteiro não é unânime dentro do PSD, como candidato (já em 2013) à Câmara Municipal de Penacova.

Se leram as previsões de Alcina Lameiras aqui na Taberna, Mauro Carpinteiro foi apontado como o natural sucessor de Maurício Marques na gestão do Município, após a pausa de quatro anos de governação socialista.

Verdade ou mentira, o que é certo é que logo que leram tal hipótese no principal órgão de informação penacovense, um grupo de social-democratas se reuniu secretamente algures numa casa em Aveledo, para travarem tal hipótese.

O argumento principal da facção laranja (apurámos junto de um dos presentes na reunião) “é o facto de Mauro Carpinteiro estar muito abaixo na hierarquia do PSD local, devendo esperar mais algum tempo para ganhar mais experiência, apesar de qualquer candidato da terra poder ganhar, se o PS continuar a esbanjar o capital de confiança que neles depositaram há quase ano e meio. Mas não podemos facilitar, ganhando apenas por uma maioria relativa”.

E é aqui que, pelos vistos surge a hipótese Augusto Borralho, um candidato independente que poderá avançar já em 2013 e que garantiria a maioria absoluta ao PSD, ficando Mauro Carpinteiro como seu Vice-Presidente, durante alguns anos, para ganhar alguma experiência.

O convite já terá sido endereçado a Augusto Borralho, pelo que resta agora aguardar pelas cenas dos próximos capítulos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CARTA DE UM TABERNEIRO A CAVACO SILVA

O Senhor Presidente e Candidato a Presidente Cavaco Silva esteve na zona de Coimbra, mas não veio a Penacova nem, como estava previsto, à nossa Taberna. Por isso, depois do nosso estabelecimento ficar deserto, com a Marlene à minha espera para lhe dar boleia
      não coberta de ketchup mas de uma beleza ofuscante
sentada num pequeno sofá de veludo preto que lhes oferecemos (às meninas) por via do descanso das suas pernas
      com o meu casamento a tremer como gelatina
decidi escrever a Cavaco Silva, sendo que, de seguida, me disponho a partilhar com os nossos clientes, o teor da missiva.

«Exmº Sr. Professor Cavaco Silva
!

Votei em V. Exª há cinco anos, convencido que estava da sua utilidade para contrabalançar o previsível aventureirismo competente do Engº      
diz ele que o é    
José Sócrates. Estava bem à vista a dimensão analítica e até político-cultural entre vós, em claro benefício de V. Exª, para quem tivesse dúvidas. É V. Exª, seguramente, muito mais iluminado e consequente e de visão mais lúcida e não dada a delírios.
Portanto, depositei em si a minha confiança face ao que o tempo, infelizmente, veio a provar em exponencial progressão, relativamente ao Engº Sócrates.
Contudo, volvidos estes cinco anos, a desilusão estabeleceu-se. Ao invés de ajudar o país a sobreviver à imensa incompetência do Primeiro-Ministro, ajudou-o a ele, a coberto de cooperações estratégicas  - que apenas V. Exª entenderá - a seguir o seu caminho no sentido de naufragar a nação através da sua patética visão do país e do mundo, em que qualquer deles se projecta no seu umbigo grisalho de 6º mais elegante. Ou seja, V. Exª ajudou, isso sim, o Primeiro Ministro a sobreviver ao país!
Pronto, bem sei que os seus poderes estão devidamente castrados por um medo ancestral em homens providenciais e com poderes "em excesso" mas - a pergunta impõem-se - e não é perigoso termos o país governado por um homem inculto, vaidoso e aventureiro?
E o que fez, efectivamente, V. Exª para o evitar? Comunicados? Comunicações estéreis ao país a banhos? Remeter-se a silêncios? 
Ora, senhor professor!...
A nação, por norma, confia no seu presidente e espera dele não tacticismo político de manual, mas posições claras, sem subterfúgios semânticos, sem redes metafóricas ou subtilezas de acção, arrastadas em roteiros de tudo e coisa nenhuma e em mensagens encriptadas, em que o povo - perdoe-me a expressão - defeca de alto e cujo entendimento funciona (quando funciona) num restrito círculo de interesses há muito estabelecidos.
Não lhe tomo mais tempo. 
Certamente, V. Exª será re-eleito! 
Gostava tanto de me arrepender de, desta vez, não o apoiar!...

Com os melhores cumprimentos. 
António Luís
(Taberneiro)»

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

T-SHIRT POLÉMICA PROVOCA INDIGNAÇÃO NA TABERNA


O José Cunha do Capitorno (mais conhecido por Nabiças) é um dos clientes que mais estimamos aqui na Taberna.

Tem um sentido de humor e umas tiradas muito peculiares, que, por vezes, até acabamos por usar como inspiração para os textos que vamos servindo. O problema é que, quem não o conhece, leva a mal os seus comentários e a sua singular boa disposição, que raia, aqui e ali, a brejeirice.

Há dias o homem apareceu-nos na Taberna com uma t-shirt igual à da imagem e o Sr. Rafael de Lorvão (homem já septuagenário e muito conservador nos costumes) embirrou com ele, por achar que aquilo não era forma de se apresentar perante as meninas da Taberna (no caso, até só lá estava a Alzira), pois, para o Sr. Rafael (e para nós), trata-se de raparigas sérias que merecem toda a nossa consideração e respeito.

Nós lá acabámos por acalmar o senhor (servimos-lhe um copo de Casal da Coelheira, 2008), mas mesmo assim ele exigiu que o Nabiças se desculpasse perante a Alzira.

Caso contrário perderíamos um cliente.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

C. M. PENACOVA VAI SOFRER OBRAS?

Aspecto daquele que será, muito provavelmente, o novo edifício da C. M. Penavova

Trata-se de uma notícia que nos foi enviada para o nosso concorrido correio electrónico (anonimamente), pelo que não podemos afiançar que seja verdade o conteúdo da informação.

Temos algumas fontes (dentro e fora da Câmara Municipal de Penacova) que nos fornecem muita informação devidamente assinada, ainda que, obviamente, nos solicitem a omissão pública da sua identificação. Mas neste caso não conhecemos a fonte pelo que damos a notícia sob reserva.

Seja como for, diz-nos este anónimo que os Paços do Concelho de Penacova irão sofrer obras de remodelação, concretamente de expansão, para acrescentar amplitude ao edifício, que deverá ter um aspecto moderno (à socialista) que não fugirá muito do da imagem apresentada, com um cartaz do grande obreiro da verdadeira revolução que tomou conta do concelho.

Mas para quê a ampliação do espaço da Câmara Municipal de Penacova? Perguntarão todos com razão. Diz-nos a fonte que “os funcionários, de há um ano para cá, têm aumentado tanto que já se atropelam frequentemente nos corredores, pelo que o PS pondera, quando conseguir finalmente pedir dinheiro emprestado, criar espaço para mais gabinetes, devidamente equipados à altura dos quadros técnicos colocados durante 2010.”

O Homem das Tabernas fica feliz por ver Penacova crescer mas só ficamos com uma preocupação: conseguirá a Sra. Vereadora da Cultura (lá mais para o final do ano) arranjar um laço à medida do novo edifício?

sábado, 15 de janeiro de 2011

FINALMENTE, ALEGRE VEIO À TABERNA

O candidato à Presidência da República esteve, finalmente, no nosso estabelecimento. Entrou de passo firme, boné, sobretudo, cofiando a barba de mão esquerda (claro!), acompanhado de alguns apoiantes do BE, uns poucos do PS (para disfarçar que o apoiam) e alguns de Penacova.
Foi um momento tenso, já que o PS, como é mais ou menos público, não recomenda a nossa Taberna, apenas porque não alinhamos nas suas ilusões e resistimos à castração da opinião pública que sobretudo o PS nacional vem praticando de há uns anos para cá...
Alegre, ao entrar, meteu-se com a Marlene, ainda vestida de vermelho
"- A menina é um perigo para os homens, como Cavaco é para a democracia!"
e Marlene com aquele sorriso de rosas e cerejas, vermelhas deixou-o para se dedicar ao serviço, já que a Taberna estava cheia, talvez não percebendo bem o alcance da frase do candidato. A cultura de Marlene é restrita e passa, feliz e essencialmente por ser  sempre bonita e  fazer os seus patrões taberneiros felizes, bem como a clientela em geral.
Um outro cliente que estava ao balcão, Jorge Pitosco da Ponte, sem modas de veneração ou laudatória pose rendida, perguntou:
"- Oh Dr. Alegre! Depois do 23 de Janeiro, que título é que vai dar ao livro que escreverá sobre como se perde um milhão de votos? Deixe-me adivinhar: 'O menino que pregava pregos em duas eleições com a cabeça e as perdeu'?"
Da face da Alegre desenhou-se um sorriso quase amarelo, com este retorquindo:
"- Caro amigo! Eu vou vencer! Cavaco e a direita, juntos, iriam estiolar a democracia. Correremos o risco de Portugal se tornar um feudo direitista, fascista, salazarento e sem liberdades! O livro que vou escrever intitular-se-á: 'O homem que pregou numa tábua num algarvio sem cultura!"
A Taberna irrompeu num aplauso, com o nosso rafeiro Bagaço a latir ao fundo do balcão enquanto descosia o sono na sua cesta; a Alzira a estremecer a esfregona com que ia limpando a cozinha; a máquina de flippers a dar o 'tilt' mesmo antes do Zé Canecas do Azevinheiro lhe acertar com o habitual pontapé. 
Digamos que a democracia que se respira na Taberna fremitou. Não por ter sido ameaçada, mas porque a sobrecarga de democratas provoca overloads nem sempre fáceis de gerir.
A concentração de jacobinos de Alegre e socialistas de pacotilha em bicos de pés dá-se a "diferenças de pressão"...
A comitiva partiu, ruidosa, espantando à força de berros e palavras de ordem de tom serôdio, o medo sobre elas pairante, por via de uma esperada e humilhante derrota!
A Taberna, já posta no habitual sossego, permanece, certamente, para além desta gente e das suas "certezas".

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MARLENE COM KETCHUP

Imagem tirada daqui

As "nossas" meninas, habitualmente, almoçam aqui pela Taberna.

Para além da comida ser boa e diversificada, elas aproveitam o facto de terem uns excelentes patrões que, para além de lhes pagarem o devido subsídio de refeição, não lhes cobram um cêntimo pelo que comem aqui na Taberna. Empregadas destas têm que ser mimadas e acarinhadas, como compreenderão.

Toda esta conversa vem na sequência de uma fotografia que tirei à Marlene há dias, quando ela almoçava na cozinha da Taberna. Achei um regalo o prazer com que ela se entregava àquele prato de massa com ketchup. Prazer esse que salta à vista e chega a ser obsceno.

Como dizia alguém, “ele há empregos muito difíceis!”.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MANUAL PARA A DECISÃO DE UM INVESTIDOR EM PENACOVA



Já há algum tempo que aqui na Taberna se falou da problemática das Zonas Industriais (ZI's) que o Engº Maurício legou no seu último mandanto. 
Sendo factos consumados - pelo menos num dos casos - a coisa agora é mais de saber o que lhes vai acontecer.

Aqui a Taberna anda sempre à frente do tempo e, portanto, o assunto volta à liça, com pormenores meta-temporais!
Há dias, um empresário que veio comer umas pataniscas de bacalhau aqui ao balcão e desabafou comigo o que o preocupava... Ele ia pensando alto, mais ou menos assim:
«Ora bem, existem as ZI's dos Covais, situada nos Covais e a da Alagoa situada em Telhado. Vejamos as coisas como devem ser vistas:
- O que são "Covais"?
Do dicionário da Porto Editora já fui ver e temos: "Secção de cemitério na qual se podem abrir sepulturas; cova; divisão de terra para sementeira; celeiro subterrâneo entre os mouros".
É escolher a pior definição, irra!
Quem é que vai querer instalar uma empresa, em tempo de crise, num sítio com um nome destes?
E o que é que leva um empresário a querer instalar o seu negócio  numa zona que tem o nome de uma aldeia vizinha de outra e que adopta o nome da aldeia de que fica mais longe?
O que é que eu penso disto?
- Vejamos, quero investir em Penacova! Eles até têm duas Zonas Industriais, caramba. Nem sei bem qual delas escolher. Como acredito na sorte, cá vai 'cara ou coroa'! Cara para os Covais; Coroa para Alagoa que é em Telhado mas que não é de Telhado nem fica na Alagoa. Ora, moeda ao ar... Cá está! Coroa!
ZI de Alagoa que é em Telhado, ou melhor, que sendo em Telhado tem nome de Alagoa!
Rais'parta! Então mas se é da Alagoa  mas fica em Telhado, como é que fica no endereço? Zona Industrial de Alagoa, com código postal de Telhado ou Zona Industrial de Telhado com código postal de Alagoa?!...
É melhor ir  para os Covais!
Péra lá, não pode ser!
Não quero a minha firma num sítio com um nome destes.
Já escolhi! Vou para Poiares!»

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

D. AMÉRICA CANTOU PARA O HOMEM DAS TABERNAS

A Sra. América é uma das pessoas mais animadas e acarinhadas em Penacova. A sua presença altera substancialmente (para melhor) o ambiente do local onde se encontra.

Na semana passada (no dia de Reis) convidámo-la a passar aqui pela Taberna mas ela, naquele seu jeito rústico-brejeiro, logo nos mandou passear, dizendo-nos que se a quisessem ver e ouvir que fossem ter com ela ao Jo das Bifanas, onde então se encontrava.

Como não é longe da nossa Taberna, deixei o negócio nas mãos da Alzira e da Natasha, e lá fui ter com ela, não sem antes pedir a alguém que me ajudasse a registar o momento.

Valeu a pena o esforço, pois o resultado traduziu-se na mais profunda cultura popular penacovense. E mais uma vez sem gastar grande dinheiro.

 
Imagens captadas por Paulo Duarte

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

CANTAR DOS REIS EM GONDELIM

Como tínhamos prometido, publicamos hoje a mega foto-reportagem da noite de 5 de Janeiro, dando conta de uma vivência tradicional que deve ser preservada, não apenas no concelho mas em todo o país.

O Homem das Tabernas, convidado para a festa, pôde presenciar e comprovar o são convívio que emana destas manifestações culturais, independentemente da nossa posição perante o significado religioso que ali se evocava.

Mas fiquem com as imagens, que a conversa já vai longa:

- Os artistas da música: nas 3 fotos que se seguem podemos observar, em diferentes situações, os que mais "barulho" fizeram para que o povo desse pela nossa presença (Emanuel no acordeão, António Alves da gaita de beiços, Maurício na tarola e o Adriano com uma caixa adaptada a bombo). Destaque-se ainda, na terceira foto, o António (entre o Emanuel e o Adriano), o maior Benfiquista da região centro, o homem que nunca larga a sua boina, esteja acordado ou a dormir.


- As adegas: foram muitas aquelas em que entrámos e provámos o vinho da Terra, nem todo da mesma qualidade, claro está. Aqui ficam algumas onde a pinga até nem era má de todo:
Adega da Vista Alegre. Quem identificar o dono na foto ganha uma taça aqui na taberna.

Adega do Filipe, onde eu provei o melhor vinho, ainda que eu não tenha bebido em todas as adegas.


Adega do Engenheiro Nelson que, para além do seu vinho, ofereceu leite meio gordo aos que já estavam intratáveis.

Adega do António Brito, cujo segredo da boa pinga está nas uvas que ele vai apanhar à aldeia da Ponte

Adega do Sr. Adoindo, com o filho (João) a servir o Alípio, um autêntico "seca-pipas".

- Os cantadores: nesta fase o grupo já estava bastante desfalcado, já que uma parte tinha ido preparar o merecido repasto com os ovos, carne, chouriça (entre outros) que a população foi
oferecendo.



- Os desprevenidos: alguns moradores eram apanhados completamente desprevenidos pela festa que atravessava a aldeia, como foram os casos do Sr. Zé da Cunha (à janela) e do Joaquim (que nos pediu por tudo que não publicássemos a sua fotografia no Homem das Tabernas, por se tratar de um cidadadão respeitável e com uma reputação a defender na Escola Secundária de Penacova, onde trabalha).



- O Presidente da Junta de Freguesia de Penacova: O Vasco merece uma palavra especial, pois aguentou todo o percurso, firme e hirto que nem uma barra de ferro. Chegou a carregar os sacos das oferendas da população para dar o exemplo e, como se pode verificar na imagem, tratou de se munir de luz própria, por conhecer bem a deficiente iluminação de algumas ruas de Gondelim.


- O descanso dos guerreiros: já passava da uma da manhã quando, finalmente, chegámos a casa do Vítor (Sim Sim), onde o merecido repasto já estava preparado, com os ingredientes recolhidos durante a longa campanha. Destaco na primera foto o aniversariante Artur (fazia naquela noite 30 e 11 anos) e na segunda os dois sujeitos à esquerda, que pouco cantaram durante a noite mas que foram os mais lestos na hora de atacar o petisco.



Nota final para dizer que vale mais incentivar estas tradições, que vão morrendo por todo o concelho, do que gastar milhares e mihares de euros em festivais de música pimba. Isto sim é cultura popular!

sábado, 8 de janeiro de 2011

PRESIDENCIAIS NA TABERNA

Aqui no nosso e vosso estabelecimento, não temos falado muito nas presidenciais, nem mesmo depois da pimenta que os "pensadores" partidários tão bem defecam, em articulação com as suas "estratégias pensadas para o bem dos respectivos umbigos - em nome, claro, do que eles entendem como interesse nacional que, já agora, proferem com ar solene e sem se rirem.
Por aqui, há assuntos mais importantes e é sempre a clientela que define a agenda dos interesses.
Todavia, ainda que residualmente, lá se vai opinando, entre balcão e mesas, sobre os passos e palavras da meia dúzia de candidatos à  cadeira de Belém.
Aristides Carrana, de Boas Eiras, é um apoiante de Alegre e diz, com ar grave que: "Cavaco é perigoso para a democracia porque o seu cabelo com aquela pala é muito à base de laca que como se sabe está toda controlada pelas grandes multinacionais da cosmética, que são autênticas ditaduras da beleza e da formatação social, que assim se enchem de lucros sem vir um tostão para cá!
Ermelinda Tomás, da Carvoeira é uma comunista de Comité Central e claro, apoia o candidato do partido, Francisco Lopes. Ermelinda diz que: "Cavaco E Silva e Alegre foram separados à nascença, são dois neo-libererais, um mais mal disfarçado do que o outro, qualquer deles em panela comum com este governo de direita de Sócrates,  todos responsáveis pela catástrofe a que o país chegou!" 
Ermelinda disse isto tudo antes de carregar no botão para ejectar a cassete número 3 que o Comité Central fornece aos militantes para dar opiniões e, em geral, para falar.
José Penacho, de Gavinhos é um cavaquista ferrenho. Não fala muito. Diz apenas que Cavaco é um senhor, mais sério e honesto que uma estátua de Cristo pregado na cruz...
Armindo Chibanga, radicado na Cheira e natural da Guiné Bissau é um apoiante de Fernando Nobre: "O doutor Nobre não és político, pá! És um doutor que me sarvou duma cobra que estava a entrar nos minha palhota lá na Guiné. Poderia estar morto de veneno se não fosse ele. Ele pode sarvar Portugal também!.. Eu vota nos Fernando Nobre, pá!"
Francisco Choupana, de Cácemes apoia Defensor Moura. Fala mal de todos e diz que: "Foi uma facção do PS que mandou que ele (Defensor Moura) se candidatasse para ajudar Alegre a 'dar porrada' no Cavaco." Francisco diz ainda que Cavaco: "tem o queixo muito saliente e se um dia cair, pode abrir um buraco no chão que dará para enterrar com ele o país todo!..."
Finalmente, José António Duarte, taberneiro e morador em Penacova, apoia, sem reservas, José Manuel Coelho. 
"Ele é um pouco como nós aqui na taberna. Diz piadas e é metafórico, muito embora se embrulhe por vezes nelas e tenha dificuldade em sair, um pouco como tu, A. Luís. Mas ele coloca o dedo nas feridas do regime dizendo o que muitos pensam mas que o pensamento formatado e politicamente correcto impõe!
Acho que o devemos convidar para vir á taberna, no seu carro funerário, claro... O que não falta no país e em Penacova são mortos...
...Uns mesmo mortos, outros ainda vivos!"

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CAFÉ "BOM AMIGO” EM GONDELIM APRENDE COM OS MELHORES


Já tínhamos avisado os nossos clientes que, como casa respeitada e respeitável que somos, nunca nos acomodaremos com o sucesso, que foi sempre crescente desde que nos estabelecemos no negócio, já lá vão mais de dois anos e meio.

Ora, uma das maneiras de melhorar, já se sabe, é espreitar a concorrência, para aprendermos em que áreas poderemos inovar para satisfazer uma insaciável e sequiosa clientela.

Foi com este espírito que, desta vez, demos um salto a Gondelim para vermos como se trabalha no café Bom Amigo, tido como um dos melhores da zona que vai de Carvalho a Gondelim, incluindo as aldeias de Aveledo, Ribeira de Aveledo, Vale da Formiga, Carvalhais e Boas Eiras.

E um dos trunfos que logo se nota quando se entra é o bom ambiente da casa, bem frequentada por gente simpática e (muito) hospitaleira. A casa pertence ao Sr. Rui que, indubitavelmente, ali conseguiu criar um espaço de são e virtuoso convívio.

Mas também reparámos que o Sr. Rui (atento ao sucesso da nossa Taberna) tratou, como nós fizemos em bom tempo, de contratar uma simpática e bonita menina (chama-se Susana e já tem namorado) para estar ao serviço no balcão.

Trata-se de uma mais-valia para o Bom Amigo, até porque a moça tem uma paciência infinita, como ficou provado quando pusemos à prova a sua competência para lidar com o público.

Temos, portanto, mais um estabelecimento (concorrente mas bom amigo) que não nos deixará adormecer em 2011. Uma ano, já agora, que queremos repleto de coisas boas, por mais que tal se afigure difícil, dentro e fora do concelho.

Nota: Aquando da nossa visita ao Café Bom Amigo, fomos convidados por um grupo de ilustres habitantes locais a participar num típico Cantar dos Reis, o que fizemos com todo o prazer e do qual daremos conta numa mega foto reportagem que será aqui publicada na próxima segunda-feira.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ALBANO PIRIQUITO VEM À TABERNA EXPLICAR A MINI-HÍDRICA

Albano Piriquito, habitante corado do Caneiro, veio até aqui à Taberna.
Sentou-se numa mesa perto do balcão e com um estalo de dedos chamou a Marlene anunciando:
- Menina, chame-me aí o gerente disto!
Como estava de serviço ao balcão, fui ter com o senhor Piriquito.
Um homem baixo, de faces vermelhas, boné meio de lado, num xadrez miudinho, castanho e cinzento, um cordel a fazer de cinto nas calças, uma aba de camisa de fora e a falta de dois dentes  que lhe faziam assobiar as palavras
- António, num é?!
eu
- Ora bem, diga lá naquilo do computador que esses gaijos do goberno que querem fazer aquela merda do num sei quê da hídrica - não sei palavras difíceis - que são uma cambada de incompetentes. Atão andem a gastar rimas de dinheiro com a escada para as lampreias no açude de Coimbra e agora as desgraçadas vão  chegar ao Caneiro e bater com os cornos na mini num sei quê - num sei palavras difíceis - andamos a brincar ou quê?! E diga ao presidente da câmbra que se for preciso vamos para lá com machados, forquilhas, motoserras e tractores. Desgraçados dos infelizes que botarem lá os pés para assentar um tijolo que seja!
Albano estava furioso. Mandei vir uma taça de tinto para o homem acalmar
- Mas há mais! Bote lá na internet que aquilo vai acabar também com os barquitos da juventude a descer o rio Mondego. Cambada de palermas! Num percebem que é gente que vem ao concelho apreciar a natureza. Cambada de palermas lá em Lisboa que só pensam em andar a f..er o pessoal que é pobre e trabalha, a criar problemas às pessoas.
- Acalme-se, senhor!
Albano Piriquito levantou-se da cadeira, entornou de um gole a taça de tinto. Vestiu o casaco coçado e velho, onde se viam pêlos de cão.
- É de um canito que tenho, o Jarbas que até é parecido aqui com o vosso Bagaço. Filha da Mãe do bicho é esperto e tem a mania de dormir em cima do casaco!
e saiu a murmurar sons cortados por uma tosse seca e com os dedos da mão direita a coçar o rabo por cima das calças de fazenda escura que vestia, acabadas por um par de botas de sebo, de solas gastas pela esquerda que um desvio na coluna lhe entorta o andar mas não a clareza do pensamento!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

SOB O SIGNO DA IGNORÂNCIA

Imagem tirada daqui e adaptada pelo HDT

Quando verifico que a ignorância se sobrepõe à inteligência ou ao simples bom senso, o meu impulso para retratar as tristes figuras que fazemos é imediata.

Uma das inexplicáveis cegueiras que muito me incomoda é a importância que a maioria do povo dá às previsões astrológicas e aos chamados signos. Se é claro que os astros nos influenciam, essa influência nenhuma relação tem com o dia, hora ou local em que nascemos. Os astros influenciam-nos sim, mas em função do local em que nos encontramos e das nossas características físicas, como é óbvio.

Foram os antigos Babilónios que criaram um calendário com signos (nomes), apenas com o propósito de facilitar a memorização dos diferentes períodos do ano. Só mais tarde, no século XVI, esse mesmo calendário foi reaproveitado como um sistema de influências astrais, alimentando uma cambada de mercenários que se aproveitam disso até hoje.

A propósito aqui ficam uns humildes versos com que pretendo ironizar a importância dos signos nas nossas vidas:

Sob o signo da ignorância

Aceita, e não discutas, amigo otário,
Que Peixes liga bem com Aquário.
E que se te meteres com um Escorpião,
Não há futuro em tal relação!

Se for Virgem a lã do Carneiro?!
Vende-a já, que farás bom dinheiro.
E quanto ao amor, se és Leão,
Solta as garras, prende um coração.

Maior azar tem o Sagitário.
Dizem os planetas que ficará solitário.
E se na saúde, Capricórnio é traiçoeiro,
Já no prato, Caranguejo é milagreiro.

Gémeos brancos, cabeça pesada,
Viras Touro, que grande maçada!
Estou confuso, minha alma Balança,
Isto dos signos é chato e já cansa!

(José António Duarte)
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