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O Homem das Tabernas, damos voz e palavras aos nossos clientes e a praticamente todos os que demandam o nosso "estabelecimento". Ouvimos, vemos e lemos e, de quando em quando, como taberneiros, devemos opinar.
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"Mentiroso Compulsivo" é um daqueles filmes familiares, para divertir e entreter o espírito, protagonizado pelo inefável actor Jim Carrey, uma espécie de híbrido entre o cómico e o bailarino, cujos filmes, por norma e por uma questão de sanidade mental, não são para levar demasiado a sério.
Em Portugal, com uma dureza real, bem diferente da fantasia do cinema, temos, desgraçadamente, alguém que há 6 anos lidera os destinos da nação, tendo em conta que a figura de presidente corporizada em Cavaco em Belém pouco mais serve do que para bibelot do regime e , eventualmente, uma espécie de "assina-papéis e corta-fitas". Resumindo e esquecendo também Bruxelas ou Berlim, quem manda é o Primeiro-Ministro!
O Primeiro-Ministro é, portanto, o mentiroso compulsivo nacional, aceite com uma córnea resignação pela nação que olha para ele, pensando ainda que, para além ou sem ele, seria o caos.
Mas com ele, como estamos? No paraíso?
Como pode ser levado a sério alguém que, com o maior descaramento do mundo, mente sobre tudo e mais alguma coisa, levando toda uma nação para o abismo?
Ontem talvez se demita; hoje nunca tal lhe passou pela cabeça e não vira a cara à luta; amanhã talvez se demita se o aborrecerem muito!
Ontem não aumenta os impostos; hoje aumenta os impostos; amanhã aumenta outra vez, brindando o país com a maior sobrecarga fiscal de que há memória.
Ontem afirma estar a nação a recuperar; hoje afirma ser a mais grave crise da história recente; amanhã tudo estará a melhorar de novo graças a si!
Ontem criaria 150 mil empregos, hoje temos a maior taxa de desemprego de sempre, amanhã o desemprego baixará (diz ele) graças a si!
Ontem um défice de 3%, hoje de 9, 3%; amanhã promessas de 4,5%.
Ontem não haveria aperto de cinto; hoje um apertão; amanhã talvez sim, talvez não.
Ontem são geradores eólicos por todo o lado; hoje computadores para todos; amanhã analfabetos funcionais e qualificados sem qualificação.
Ontem quilómetros de TGV; hoje não ao TGV porque não há dinheiro; amanhã TGV assim-assim!
A lista não está acabada, mas há limites para o degredo, caramba!
O que mais revolta é assistir à total impunidade com que o senhor Primeiro-Ministro se passeia, como "salvador", ao fim de todos estes disparates, mentiras, aldrabices e confusões.
A comunicação social é macia, o presidente é macio e os seus poderes valem nada, poderes que foram devidamente "desviados", dado que mais de 36 anos depois de 25 de Abril de 1974, ainda não ultrapassámos complexos e tememos que alguém com (demasiado) poder se transforme num ditador, por via da força que detenha. Estamos, efectivamente, a olhar para o individuo errado!
Portanto, chegámos a isto, quer se queira quer não, muito por força dos partidos do regime - leia-se PS e PSD - mas sobretudo do PS (sempre muito ágil em auto-alijar-se de responsabilidades) justamente o partido que se auto-proclama como referencial de democracia e estabilidade, o partido que detém a responsabilidade maior no lamentável estado a que tudo isto chegou.
O que lhe(s) falta em verdade e honestidade, sobra-lhe(s) em descaramento.
Importa sobreviver ao "caos" instalado e, definitivamente, tratar de pontapear no rabo com força assertiva e à primeira oportunidade, quem não merece um átomo de confiança.